Conto e curta Alice

Escrita e audiovisual para (re)contar histórias

Sempre  fui fascinado por ouvir histórias e contar histórias.

Acredito que através da da imaginação consigo viajar e me transportar para diversos universos onde tudo é possível, e através da criação de mensagens para encontrar o outro nos encontramos também.
 
 

O conto Alice

O conto é uma visão de um universo onde a Alice, da história clássica, já cresceu mas guarda consigo, hábitos, dores e amores presos em memórias de um passado não tão distante. O texto foi adaptado pela cineasta sergipana Dominique Mangueira, inclusive com a minha colaboração no roteiro, para o curta-metragem de mesmo nome, que ganhou diversos prêmios e foi exibido em diversos festivais de cinema pelo Brasil

Alice

Eu estava deitada de peito para cima, e com as pernas dobradas para o lado, como se estivesse caindo em um buraco sem fim. Sonhava com isso também. Até um vento frio, que entrou sem cerimônia pela janela aberta, percorrer a minha pele, como água que faz caminho pela terra virgem. Foi o suficiente para que eu despertasse.
Abri os meus olhos lentamente, sentia frio, não precisei passar as mãos pelo meu corpo para saber que estava completamente nua a não ser pelas meias pretas, três quartos, que estavam visivelmente presentes, mas não faziam papel algum em relação ao frio que eu sentia nas pernas e nos pés. Levei uma mão à cabeça, conferindo a ordem dos fios de cabelo curtinhos, apropriados para um rapaz e desbotados demais para uma moça comportada. Foda-se. Eu não era uma.

Leia na íntegra aqui

O curta Alice

A abordagem da diretora Dominique Mangueira e da Diretora de Arte, Natanna Pereira, também colaboradora no roteiro, levam Alice para um lugar ainda mais melancólico e reflexivo sobre como o abuso pode deixar marcas.